Lisboa: “Sejam memória de Deus na Escola”

Na eucaristia do final da manhã de hoje (dia 14 de novembro), dentro da formação "A disciplina de EMRC: Desafios dos novos Manuais", o padre Paulo Malicia, diretor do Secretariado diocesano do Ensino Religioso Escolar (SDER) pediu aos professores de EMRC que “sejam na escola memória de Deus” e lembrou que perante “as escuridões da vida” é necessário buscar “ a Luz na Luz que é Jesus”. Só deste modo o professor de EMRC “testemunha a misericórdia de Deus”

Na sua homilia o padre Paulo começou por afirma que “só a Palavra de Deus nos reinventa” e temos de ter consciência “de que todos temos noites escuras e de desassossego”. Para o diretor do SDER a “única certeza é o Senhor que nos suporta e nos reinventa e nos suporta”.

Olhando para a liturgia do dia o padre Paulo refletiu sobre a Palavra de Deus que “nos reinventa, que nos suporta” e afirmou que “se abrirmos o coração a Deus faremos caminho”. Se “deixarmos Jesus, a luz, entrar na nossa vida não há noite que dure”. O diretor do SDER afirmou que esta é a “única certeza do docente de EMRC”.

Deste modo, e perante o desafio de Jesus que se interroga sobre se ‘existirá fé na terra’  aquando do Seu regresso, o padre Paulo afirmou que o docente de EMRC “enfrenta na escola dois desafios”:

Em primeiro o “embate com a secularização da velha Europa” que parece ter esquecido “a memória de Deus”. Um segundo desafio prende-se com a ideia de que “se não acreditarmos que a fé em Deus tem futuro que presente temos?”

O padre Paulo lembrou que “Deus não deixa de semear a fé no seu povo” e, nesse sentido, o professor de EMRC deve ser “memória de Deus na escola” pois, pela história percebemos que “foi essa memória que nos ajudou a reencontrar as raízes da nossa própria civilização”.

O diretor do SDER pediu aos professores que “assumam caminhos novos no diálogo com a cultura e o conhecimento secularizado” porque a “Europa necessita de uma nova forma de transmitir a fé” e isso só pode ser verdade “se se criar uma nova dialética entre fé e cultura” de modo a que os mais novos “possam conhecer Jesus sem amarras ou linguagens obsoletas”.

No final o padre Paulo Malicia rezou:

“Peçamos ao Senhor que neste dia de formação sejamos capazes de reconhecer que sem Ele nada somos e nada temos para transmitir”. Que o Senhor “seja o Mestre das nossas vidas” e assim “sejamos testemunhas do Deus da misericórdia”.

 

A formação sobre os novos manuais reuniu cerca de 200 professores da disciplina de EMRC do Patriarcado de Lisboa.